sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Grita devagar e em silêncio!

tonsofland:

the house inside her.


Olá, muito pairada-a-mente flutua devagar de teus pés até ao cimo da torre. Ouve-se pérolas caídas e mares obscenos que te elevam com a maior fervura, te espero, talvez te ame. As pétalas da tua pele caem secas sob o chão molhado, ressuscitarão elas de uma nova vaga de epidemia mensal?

Andas sobre um sol que não te queima nem te ilumina, sol(o) que te magoa e não sentes porque ao prazer dessa dor, já tua minha alma piquena te habituaste. Quem te disse que os meus divagares desconectados são apenas rectas tortas sem um sentido cronológico?
Ainda te elevo, como os mares! 


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Alphonse era belo, até se revelar.


Enquanto ela sobe as escadas rodopiando, a sua sombra segue-a à sua volta, ela nunca esta só. Apenas se torna só num único ser, solitário que não pára de tropeçar nas escadas. Sua sombra continua a rodopiar, a sua saia esta suja com a poeira que se vai desenvolvendo ao longo da subida. Nunca mais termina. Que árduo. Ela é tão delicada, os seus braços são finos como as ramificações das árvores, a sua pele arrepia a cada passo, ela olha-me. Aquele olhar morto que agora ela tem entendes? O seu cabelo escuro pelos ombros, a sua vestimenta branca, que pura.
Olhei-a, ela olhou-me: "rasgaste-me". Rasguei-a e suguei-a. Naquele segundo sabia que a tinha perdido. Matei-te com as minhas tretas certo?

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Mais um adeus amigo.

Sabes de que é que estou farta? Desta mesma hipocrisia que as pessoas inventam por si só e têm vindo a acumular por tantos tantos tantos anos. Pobres delas, pobre de ti, pobre de mim. Estou farta deste capitalismo genérico que se envolve, esta massa de gente louca inconscientemente por poder, sempre superior ao outro. Da forma que for, quererás ser sempre superior a outro ser humano. Até poderás querer ser superior na tua própria humildade. Irónico sim? Serás sempre o coitadinho. Pobre pobre pobre do menino.
Farta de me mentir todas as manhãs e revelar-me todas as noites. Farta dos juízos que faço e que me fazem. Farta das pessoas que construíram esta sociedade, bela, linda, encantadora cheirando a merda. Farta da esperança que eu alimento, sabendo que nada do que o sonhador escreve acontecerá. Hoje será um dia de luto, um dia em que novamente algo se partiu, novamente esta gentinha se emburreceu.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Anda Anda Anda Anda, e passa-me.


Mesmo trabalhando, andando, esse teu carisma. Esse teu desejo por um nada, um nada horroroso, esse mesmo nada que te conserva na lata fria. É horrível ver-te assim. E viver assim. Os dedos entre os seus dedos, como forma de união partiram-se. Tu partiste. Partiste-te, ou partes-te ou partiste-me. E andando, continuando, fugindo sabe-se lá de quê. E nem por toda dor este ser consegue aguentar. Se pensas que também este ser não esta partido.
Culpo outros.

sábado, 29 de setembro de 2012

Não se distrai.




Ele não se parece importar quando lhe aclamam: MORTE! Ele olha e ri-se, louco? Pobre. Gélido dizem. Ele não parece te olhar quando lhe falas, ele não quer saber honestamente, e tu sabes. Ele não tem lágrimas, nenhuma fonte de vida há nele, apenas a sua destruição. Pega e esmaga-te, sabe tão bem, porque é ele. Ritmicamente calcula cada passo para que não caia no erro, que tu cais. Ele é observador. E anda, anda muito.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Deixa ir.


O que procuras capitão? Essa floresta parece-te perdida.
O que procuras? Que ávido odor é esse que te escorre pela face, que te fizeste. Trespassaste de novo o caminho de que não poderias passar?
O que encontras? Todos os dias tremendo dessas pernas frágeis. Oh tão frágil como a lâmpada de vidro no quarto imundo debaixo da sub-cave.
Que encontras? Quen encontras, quando todo esperançoso vês aquilo que mata essa pobre e infantil esperança?
Que repugnância é essa? Repugnância desse teu próprio ser? Ó como te perco na escuridão da casa que te recolhe. Volta, para mim, Aqui te espero.